Potencial de consumo sobe 56,5% na Região Metropolitana de Campinas 

O potencial de consumo urbano da RMC (Região Metropolitana de Campinas) cresceu 56,5% em três anos, segundo pesquisa IPC Maps realizada pelo IPC Marketing baseada em dados do Censo Demográfico para avaliar o consumo de diversos produtos e serviços nas principais Capitais e cidades brasileiras.


Em 2009, o potencial de consumo da região era de R$ 36,3 bilhões (US$ 18,4 bilhões), valor que saltou para R$ 56,9 bilhões (US$ 28,9 bilhões) em 2012, ou 2,1% do total de consumo do Brasil. Os gastos colocam a RMC como a sétima região do País em consumo, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Distrito Federal e Curitiba. A RMC ficou à frente de várias Capitais brasileiras, como Salvador, Recife, Fortaleza e Goiânia. Há três anos, a região ocupava a nona colocação.



Gastos
O maior gasto dos moradores da RMC (Região Metropolitana de Campinas) é com manutenção do lar. A população da região desembolsou R$ 14,7 bilhões (US$ 7,5 bilhões) com gastos de aluguel, imposto predial, condomínio, água e esgoto, energia elétrica e outras despesas residenciais, que representam 25,8% do total gasto no ano na RMC. O segundo maior gasto é com alimentação no domicílio, que atingiu o montante de R$ 5,1 bilhões (US$ 2,6 bilhões) (9,1% do total), seguido por alimentação em restaurantes, lanchonetes, café e outros, que somaram R$ 3,4 bilhões (US$ 1,7 bilhão) (6,1%).


“Os gastos com as despesas da casa e aluguel são os maiores. Mas as despesas com saúde e transporte também são altos, além de serviços que são oferecidos, como Internet e TV a cabo. Esses são o grosso dos gastos com moradia”, disse o economista e professor da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas), Antonio Carlos Lobão.


A maior parte do poder de consumo está concentrado na classe B, com gastos de R$ 32 bilhões (US$ 16 bilhões), que representa 56,2% do total. A seguir aparece a classe A, com consumo de R$ 12,3 bilhões (US$ 6,2 bilhões) (21,6%) seguido de perto pela classe C, com gastos de R$ 11,6 bilhões (US$ 5,9 bilhões) (20,4%). Juntas, as classes D e E consomem R$ 947,6 milhões (US$ 481 milhões), o que representa apenas 1,7% do total.


Campinas lidera pesquisa
Americana ocupa a segunda colocação no potencial de consumo urbano da RMC (Região Metropolitana de Campinas). O potencial de consumo da população de Americana é de R$ 4,6 bilhões (US$ 2,3 bilhões), perdendo somente para Campinas, que lidera disparado com gastos de R$ 24,8 bilhões (US$ 12,6 bilhões). O valor corresponde a 43,5% do total da RMC, que é de R$ 56,9 bilhões (US$ 28,9 bilhões).


Na terceira colocação aparece Indaiatuba (R$ 4,3 bilhões – US$ 2,2 bilhões), seguida por Sumaré (R$ 4 bilhões – US$ 2 bilhões) e Santa Bárbara d’Oeste (R$ 3,1 bilhões – US$ 1,6 bilhão). Na outra ponta da tabela, os menores potenciais de consumo foram registrados pela pesquisa em Engenheiro Coelho (R$ 174,8 milhões – US$ 88,7 milhões), Holambra (R$ 186,6 milhões – US$ 94,7) e Santo Antonio de Posse (R$ 289,7 milhões – US$ 147,1 milhões).

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