Uma cidade em ritmo de crescimento 

Campinas é um município que vive o paradoxo do crescimento a um ritmo ditado pelas urgências do desenvolvimento econômico, ao tempo em que amarga uma crescente desaceleração no trânsito, fruto do aumento exponencial da frota de veículos, da atração de novos habitantes que aportam em busca da oportunidade de negócios e um sistema viário que exige urgente intervenção.

A cidade oferece uma gama de serviços e oportunidades incomparável, transformando todo o seu entorno em uma região metropolitana vocacionada para o desenvolvimento. As perspectivas traçadas são as mais promissoras, mostrando que, a despeito de todos os problemas que a cercam, a metrópole ainda tem fôlego para sediar um processo de transformação para um futuro de metrópole. Não cessam os indicadores do quanto ainda se pode investir com proveito, sendo improvável que se adiem os projetos de expansão empresarial e de infraestrutura urbana.

Em meio a essa transformação, o trânsito se apresenta como um dos maiores empecilhos para o cumprimento dessas metas. Os principais corredores estão saturados, o sistema de transporte coletivo ainda não é a alternativa para grande parte da população, o tráfego flui a passos de tartaruga, comprometendo a agenda e a paciência dos campineiros. Uma cidade que cresce à velocidade da luz não pode rodar a 15km/h nos horários de pico, enfrentando gargalos que parecem insuperáveis e o estresse de não conseguir fazer fluir o trânsito no ritmo da economia.

Há tempos Campinas aumenta gradativamente seu passivo em relação a providências relativas à estrutura de trânsito. Desde o fracassado projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até as anunciadas propostas de incorporar meios modernos de transporte coletivo, tudo não passa de intenções que não se transformam em propostas factíveis. Especialistas acenam com a possibilidade de corredores especiais para ônibus urbanos, metrô e veículos especiais como alternativas urgentes, sob o risco de jogar a cidade no impasse dos infindáveis gargalos no trânsito. Os projetos em andamento precisam de aceleração diante da urgência de soluções inadiáveis, transformando-se rapidamente em uma estrutura mínima para acomodar uma cidade que não tem tempo de parar.

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